A Sony reafirmou o compromisso com a identidade PlayStation, mesmo ao expandir alguns jogos para outras plataformas como Xbox, Steam e Nintendo.
A recente movimentação da Sony em direção ao mercado multiplataforma levantou muitas dúvidas entre os fãs da marca. A polêmica surgiu após a publicação de uma vaga de emprego para um Diretor Sénior de Gestão de Contas e Multiplataformas. O cargo descrevia claramente a responsabilidade de levar títulos da PlayStation Studios para plataformas externas — incluindo Xbox, Steam, Nintendo e dispositivos móveis. O anúncio também destacava o objetivo de ampliar a rentabilidade e o alcance global das franquias.
Fãs reagem e pressionam Sony por respostas
A repercussão foi imediata. Muitos jogadores, especialmente os mais fiéis à marca PlayStation, reagiram com desconfiança. A ideia de ver exclusivos icônicos da plataforma sendo lançados em outros consoles gerou discussões intensas nas redes sociais. Alguns fãs chegaram a enviar e-mails diretamente à Sony em busca de esclarecimentos. Surpreendentemente, a empresa respondeu, mesmo que de forma genérica, demonstrando atenção ao feedback da comunidade.
Em uma das mensagens divulgadas, a Sony declarou: “Estamos empenhados em preservar a identidade única que a PlayStation representa”. A frase deixou claro que, embora a empresa esteja aberta à expansão para novas plataformas, a essência da experiência PlayStation permanecerá intacta. A Sony também reforçou que continuará ouvindo os jogadores para garantir que suas decisões estejam alinhadas com as expectativas da comunidade.
A movimentação estratégica parece estar mais focada nos jogos live-service — títulos com suporte contínuo, eventos regulares e multiplayer online. Um exemplo claro dessa mudança é Helldivers 2, que será lançado para Xbox Series X|S em 26 de agosto de 2025 com suporte a cross-play total. Essa abordagem visa maximizar a base de jogadores e prolongar o ciclo de vida desses jogos.

É importante destacar que, até o momento, não há sinais de que os principais exclusivos narrativos — como God of War, The Last of Us ou Ghost of Tsushima — seguirão o mesmo caminho. A estratégia da Sony parece estar mais centrada em adaptar seu portfólio aos novos hábitos de consumo, especialmente no segmento multiplayer, sem comprometer o prestígio que construiu com suas experiências cinematográficas single-player.


No fim das contas, o movimento da Sony reflete uma nova realidade do mercado de jogos: mais conectado, dinâmico e aberto à colaboração entre plataformas. A resposta da empresa mostra que ela está tentando equilibrar inovação e tradição, garantindo que o legado da PlayStation não se perca em meio às transformações.
