Beast of Reincarnation é o novo RPG de ação da Game Freak que abandona o estilo tradicional do estúdio e aposta em combate intenso, visual AAA e uma ambientação pós-apocalíptica. O jogo chega para PS5, Xbox Series X|S e PC, sem confirmação para o Switch 2 no lançamento.
Conhecida mundialmente por Pokémon, a Game Freak decidiu romper com expectativas ao apresentar Beast of Reincarnation. O projeto marca uma virada clara na identidade do estúdio, tanto em escopo quanto em ambição técnica. Em vez de mundos coloridos e estilizados, o jogo aposta em um Japão pós-apocalíptico denso, melancólico e visualmente impactante, algo raro no histórico da desenvolvedora.
Essa mudança não é apenas estética. Beast of Reincarnation representa uma tentativa consciente de reposicionar a Game Freak no mercado de jogos AAA, dialogando diretamente com produções de alto orçamento que dominam o cenário atual. O resultado é um título que chama atenção não apenas pelo nome envolvido, mas pela ousadia criativa.
Beast of Reincarnation e seu foco narrativo

A história acompanha Emma, conhecida como a Caçadora de Selos, e seu companheiro Koo, um cão que atua tanto narrativamente quanto no combate. Juntos, eles atravessam um mundo devastado por uma entidade corrompida, cuja presença distorce a natureza e os próprios habitantes do cenário. A narrativa se constrói de forma ambiental, reforçando o clima de solidão, ruína e reconstrução.
Beast of Reincarnation utiliza símbolos, ruínas e confrontos como ferramentas narrativas, evitando longas exposições diretas. Essa abordagem reforça o tom maduro do jogo e amplia sua conexão com o público que busca experiências mais densas e interpretativas.
Combate intenso e inspiração em grandes action RPGs
No gameplay, Beast of Reincarnation se distancia completamente da tradição da Game Freak. O combate é em tempo real, técnico e punitivo, exigindo leitura de inimigos, precisão e domínio de esquivas. Comparações com títulos como Sekiro e Black Myth: Wukong surgem de forma natural, especialmente pela ênfase em ritmo, postura e agressividade calculada.


A progressão do personagem está diretamente ligada à exploração e ao enfrentamento de criaturas únicas, reforçando a sensação de risco constante. Beast of Reincarnation não busca ser acessível a todo custo, mas recompensar o jogador que aprende seus sistemas.
Apesar da escala ambiciosa, a Game Freak não expandiu drasticamente sua equipe interna. O desenvolvimento de Beast of Reincarnation envolveu um longo período de produção e a colaboração com múltiplos estúdios parceiros, responsáveis por diferentes áreas técnicas do jogo. Essa estrutura híbrida permitiu manter a direção criativa centralizada, ao mesmo tempo em que viabilizou um salto técnico significativo.
Esse modelo reflete uma tendência crescente na indústria, especialmente em projetos que buscam competir com grandes produções sem inflar excessivamente o time principal.
Por que Beast of Reincarnation não chega ao Switch 2
Até o momento, Beast of Reincarnation não tem versão confirmada para o Nintendo Switch 2. A ausência chama atenção, principalmente considerando a relação histórica da Game Freak com a Nintendo. A decisão parece estar ligada tanto a questões técnicas quanto ao escopo do projeto, que foi concebido desde o início para plataformas mais robustas.


Ainda assim, a possibilidade de um lançamento futuro não está completamente descartada. O mercado costuma reagir ao desempenho inicial, e o sucesso do jogo pode influenciar decisões posteriores.
Beast of Reincarnation surge em um momento estratégico, quando o público busca experiências intensas enquanto aguarda grandes lançamentos como GTA 6. O jogo se posiciona como uma alternativa de peso, capaz de atrair atenção pela proposta ousada, identidade própria e ruptura com padrões estabelecidos.
Se cumprir o que promete, Beast of Reincarnation pode se tornar não apenas um marco para a Game Freak, mas um dos RPGs de ação mais comentados do ano.



